Carnaval liga alerta para riscos urológicos: infecção urinária, pedras nos rins e ISTs entram na agenda da folia
Carnaval e riscos urológicos. Num país em que o Carnaval movimenta milhões de pessoas em bloquinhos, avenidas e praias, a saúde urológica costuma entrar na conta apenas quando a festa termina em dor, febre ou pronto-socorro. Calor intenso, consumo de álcool, pouca hidratação e sexo desprotegido criam um ambiente favorável para infecção urinária, cálculo renal (a popular pedra nos rins) e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Especialistas ouvidos em materiais educativos recentes destacam que, embora o período seja de celebração, ele também concentra mudanças de comportamento capazes de impactar diretamente rins, bexiga, uretra e órgãos genitais e apontam a relação do Carnaval com a Saúde Urológica.
Calor, álcool e banheiros lotados: a combinação de risco.
A relação da ingestão de água e a Saúde urológica da Mulher
Durante a folia, três fatores se repetem em praticamente todos os circuitos: altas temperaturas, maior ingestão de bebidas alcoólicas e menor consumo de água. O resultado é uma urina mais concentrada, com maior proliferação de bactérias e cristais, o que favorece tanto infecção urinária quanto formação de cálculos renais.
A isso se soma um comportamento comum: segurar o xixi por vergonha do banheiro químico ou pela dificuldade de chegar até um banheiro em meio à multidão. Esse hábito aumenta a permanência de urina na bexiga e facilita a multiplicação de germes, especialmente em mulheres.
Infecção urinária cresce na folia – sobretudo entre mulheres
A infecção urinária já é, em tempos normais, uma das queixas mais frequentes em consultórios, e afeta desproporcionalmente o público feminino. Estima-se que até 80% das mulheres terão ao menos um episódio na vida, com parte delas evoluindo para quadros de repetição.
No Carnaval, esse risco aumenta com o uso de fantasias apertadas, tecidos sintéticos, biquíni ou body molhado por horas, além da hidratação insuficiente e do hábito de adiar idas ao banheiro.
Os sintomas mais comuns são ardência para urinar, vontade de ir ao banheiro toda hora, eliminação de pequenas quantidades de urina, dor pélvica e, em casos mais intensos, presença de sangue na urina.
Pedra nos rins: a cólica que não olha calendário
As altas temperaturas típicas do verão brasileiro também impactam a incidência de cálculo renal. Com menos água e mais álcool, a urina fica concentrada, facilitando a cristalização de sais como cálcio, oxalato e ácido úrico. Com o tempo, esses cristais se agrupam e formam as chamadas pedras nos rins.
Homens jovens e de meia-idade são particularmente afetados, mas mulheres também vêm apresentando mais casos de cólica renal, segundo alertas de urologistas. A dor costuma ser intensa, na região lombar, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos, interrompendo a folia e levando à procura por serviços de urgência.
ISTs e a Saúde urológica do Homem
Quando a ardência não é apenas infecção urinária
O Carnaval também é período de aumento de ISTs. A combinação de encontros casuais, consumo de álcool e menor uso de preservativo favorece infecções como clamídia, gonorreia, sífilis, HPV, herpes e HIV.
No homem, muitas destas doenças se manifestam como uretrite: ardência ao urinar, secreção no canal uretral e incômodo genital. Em mulheres, podem causar corrimentos, sangramentos fora do ciclo, dor pélvica e sintomas urinários. Em ambos os sexos, essas queixas podem ser confundidas com infecção urinária simples, atrasando o diagnóstico correto.
Diferenças de risco entre homens e mulheres
Do ponto de vista anatômico, a mulher é mais vulnerável à infecção urinária por ter uretra mais curta e próxima da vagina e do ânus, facilitando a ascensão de bactérias até a bexiga. Fantasias justas, umidade prolongada e absorventes trocados com pouca frequência agravam esse cenário durante o Carnaval.
Nos homens, a infecção urinária costuma ser menos comum, mas, quando ocorre, merece investigação ampliada. Urologistas lembram que esses quadros podem estar associados a ISTs, alterações da próstata ou obstruções urinárias – especialmente em homens mais velhos.
Entre eles, chama atenção ainda o risco de prostatite, retenção urinária aguda em quem já tem aumento prostático e traumas de testículo em quedas, empurrões e brincadeiras durante blocos e jogos.
Bloco de prevenção: como reduzir os riscos urológicos no Carnaval
Profissionais de saúde reforçam que é possível aproveitar a festa sem descuidar da saúde. Algumas medidas são consideradas básicas para uma “folia segura” do ponto de vista urológico:
1. Hidratação adequada
- Levar garrafa de água e reabastecê-la ao longo do dia.
- Intercalar bebida alcoólica com água (por exemplo, um copo de água para cada dose ou lata).
- Observar a cor da urina: quanto mais clara, melhor o estado de hidratação.
2. Não segurar o xixi
- Planejar pausas para ir ao banheiro durante o bloco.
- Priorizar banheiros de estabelecimentos quando possível.
- Evitar ficar muitas horas sem urinar por vergonha ou preguiça.
3. Fantasia e roupas íntimas que deixam a pele respirar
- Optar por tecidos leves e ventilados, principalmente em contato direto com a região genital.
- Evitar permanecer com roupas molhadas de suor, mar ou piscina por longos períodos.
- Trocar biquíni, maiô ou cueca ao chegar em casa.
4. Sexo seguro
- Levar preservativos próprios, em vez de depender apenas de distribuição em blocos.
- Usar camisinha em todas as relações, inclusive no sexo oral.
- Procurar atendimento em caso de rompimento do preservativo, para avaliar profilaxia e testagem.
5. Atenção extra para quem já tem histórico urológico
- Pessoas com pedra nos rins devem redobrar o cuidado com água e reduzir o consumo de sal e proteína animal.
- Homens com problemas de próstata precisam ter cautela com álcool e medicamentos que podem piorar a retenção urinária.
- Quem tem infecção urinária recorrente deve monitorar sinais precoces e ter acesso rápido ao serviço de saúde.
Quando procurar um urologista
Sintomas como ardência intensa ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro, sangue na urina, dor lombar forte com náuseas, febre, calafrios, corrimento genital ou feridas na região íntima são sinais de alerta e justificam avaliação médica, seja em pronto-atendimento, seja em consulta com urologista.
A orientação de especialistas é clara: quanto mais cedo o problema é identificado, mais simples tende a ser o tratamento e menores são as chances de complicações graves, como infecções generalizadas ou perda de função renal.
Especialista pesquisado na elaboração do artigo:
Daniel Hampl, urologista Rio de Janeiro, especialista em cirurgia robótica, certificado pela Intuitive Surgical – DaVinci Surgery®, especialista em tratamento de câncer urológico. Doutorado pela UERJ.
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